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CAIXINHAS QUADRADAS e o que isso tem a ver com A SUA VIDA

18/03/2016

LOUCA é como me chamaram quando decidi me especializar em uma nova área de trabalho que até então pouco existia. Mais louca ainda, diziam, quando para isso eu precisaria largar um caminho “seguro”(de realizar um mestrado ou especialização conhecido, estar em um emprego seguro ou formar uma família) para morar fora do país por um tempo, sem jamais tendo cogitado essa possibilidade e nem conhecer sequer uma pessoa do outro lado do oceano.

 

Onde eu iria morar? Onde iria trabalhar? Será que não me sentiria sozinha? O que eu estava realmente fazendo? Será que valia a pena tanto esforço por algo tão “incerto”?

 

Essas perguntas e muitas outras passaram pela minha cabeça. Mesmo assim, embarquei em um vôo para Portugal (e posteriomente para a Inglaterra) que poderia me manter do outro lado do mundo tanto por um mês quanto por vários anos, dependendo do que acontecesse por lá.

 

E esse é o começo de uma loooonga história (e muitas outras) sobre como abdiquei de caminhos “seguros” e conhecidos para seguir a minha voz interior e criar o meu próprio caminho de vida.

 

Mais de dez anos depois, com muitas histórias na bagagem, em meio a acertos e erros e graças à “loucura” que fiz, me tornei uma referência nesta área no Brasil depois que voltei, quase dois anos depois.

Hoje tenho a agenda sempre lotada, lista de espera em dois estados e na internet e muitas pessoas que me procuram certamente não apenas pelo meu trabalho, mas também por perceberem de alguma forma que sou uma pessoa fora dos padrões convencionais, não só por essa, mas também por outras caratcerísticas peculiares que hoje me dou o direito de expressar.

 

Você deve estar achando minha história legal, talvez se perguntando se você também teria essa coragem,  de repente pensando que isso jamais daria certo pra você, achando que foi sorte minha por algum motivo ou quem sabe imaginando como seria a sua vida se você fizesse o mesmo, algo parecido ou totalmente diferente, mas que também envolvesse sair da caixinha quadrada.

 

Como seria experimentar viver como protagonista de uma história em que você realmente (e não apenas na imaginação) escrevesse o roteiro? 

 

E como seria desprender-se dos final da história, para aceitar de coração aberto os finais inusitados e surpreendentes que a vida lhe trouxesse?

 

Só de pensar, isso lhe causa medo? Angústia? Insegurança? Reprovação?

Ou lhe provoca curiosidade, faz sentir-se vivo, pulsando, entusiasmado em ser capaz de criar o seu próximo momento?

 

Se você deseja viver conectado à sua intuição, percebendo seu sexto sentido e a voz que lhe guia, é melhor saber que isso exigirá de você em primeiro lugar uma grande renúncia: mudar o paradigma sobre o tamanho da sua cabeça. 

 

E do mundo. E do universo.

 

Quê?! 

 

“Mas eu achei que pra ser espiritualmente evoluído e encontrar o meu Eu Superior e Intuição eu deveria meditar bastante, fazer yoga, não comer carne vermelha, ser sempre zen, viajar para a Índia pra encontrar a iluminação e já pensei até em ir morar num sítio, isolado do “sistema”. 

 

Aham. Ledo engano, meu caro…sabia que isso também é uma ideia criada, dessas que também colocam você numa caixinha? 

 

 

ASSISTA AO VÍDEO "VOCÊ SABE SONHAR?" e entenda como você se prende aos paradigmas criados pelo sistema que você está envovido e acaba deixando de ir atrás do que realmente gosta e quer para a sua VIDA!

 

Simplesmente porque restringe a sua capacidade de criar o seu próprio caminho, da forma como a sua vibração e energia pulsam e criam ondas ao redor de você.

 

Você até pode fazer tudo que eu citei acima e achar super legal, mas isso, assim como qualquer outra formula, está longe de ser uma receita que lhe coloca em um caminho de realização interior. Aliás, se essa não for sua vibração, pode inclusive lhe causar um enorme sofrimento.

 

Sabe por quê?

 

Porque a sua energia, seus pensamentos e consequentemente o formato da sua vida está aonde está a sua consciência e a sua vibração.

 

E se a sua consciência estiver na Índia, numa ideologia ou em qualquer coisa possível no mundo, lá estará o seu caminho. E consequentemente, o seu futuro.

Isso é muito mais complexo do que parece, pois envolve a cibernética da comunicação do seu cérebro, das relações e grupos com que você mantém contato e principalmente a estrutura da sua linguagem – que molda a forma como você vive e enxerga o mundo, a sua vida, os outros e a você mesmo.

 

Mas isso é conversa pra outro dia.

 

O que quero deixar pra você hoje sobre isso é um pequeno exemplo de um paciente que atendi há muito tempo atrás. 

 

Ele precisava agir com relação a algo que ele queria há muito tempo em sua vida, mas não conseguia dar o primeiro passo de jeito nenhum, procrastinava, tinha receio, empecilhos reais e imaginários etc.  Olhando para aquilo, um dia eu falei o seguinte: “Fulano, há um momento em que não há mais o que pensar, é preciso pegar fôlego como se você precisasse dar um mergulho numa água gelada. E simplesmente mergulhar”. 

 

Depois desse dia ele deu o passo que evitava há muito tempo e me disse que para conseguir fazer aquilo, lembrou da água gelada.

 

O que eu quero dizer aqui é que enquanto você não pegar o fôlego e mergulhar na água gelada, nada de diferente vai acontecer para você ou em sua vida. 

 

Simplesmente vai continuar tudo igual. E provavelmente você já sabe, ou melhor, talvez tenha certeza, de como será o final da história.

 

O "pegar fôlego" pode se traduzir em fazer um planejamento sobre algo que você quer muito, ensaiar uma conversa que precisa acontecer mais hora ou menos hora, escrever uma mensagem sem saber se vai enviar, cotar uma passagem para um lugar que parece impossível você conseguir visitar (ou morar), consultar algumas pessoas chave sobre uma ideia ou projeto, ou simplesmente dar a cara tapa, se não houver nada que possa se traduzir em “pegar o fôlego”na sua situação.

 

Vai lá e faz. 

 

Mergulha na água gelada (que depois esquenta, e fica uma delícia).

 

Porque se deixar o tempo passar, mais hora ou menos hora você vai perceber um muro de papelão bem na sua cara lhe sufocando pra valer: é a caixinha quadrada, que vai ficando ainda mais apertada conforme o tempo passa.

 

A maioria das pessoas vive – e até convive - dentro dessas caixinhas e nem percebe.

 

E cuidado: puxe aquele fôlego pra mergulhar pra fora o quanto antes, pois essas caixinhas estão por toda parte – e sufocam pra caramba!

 

 

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DANIELE TEDESCO

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