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CONSTELAÇÕES SISTÊMICAS: Uma Nova e Poderosa Resposta Para a Harmonia nas Relações

25/09/2017

 

Artigo escrito para a Revista Psicologia - Edição 43, publicada em Setembro de 2017.

 

Antes de mais nada, para entendermos as CONSTELAÇÕES SISTÊMICAS, precisamos contextualizar suas origens mais antigas na humanidade, para então compreender seu formato atual enquanto síntese de diversos conhecimentos que constituem hoje uma ferramenta poderosa para lidar com questões atuais no âmbito dos sistemas humanos.

 

Há milênios nossos ancestrais cultivavam rituais venerando os ancestrais, pois acreditavam vir de lá a nossa força e ligação com a terra.

Na antiguidade mantínhamos uma conexão profunda com a natureza e o ecossistema como um todo.

Em muitas das civilizações mais antigas, desde o Egito à América Latina, as pessoas possuíam conhecimento intrínseco sobre o funcionamento da agricultura, da influência dos astros nas marés, engenharia, distribuição dos recursos naturais nas comunidades e uma consciência sistêmica, ou seja, global, do ambiente em que viviam, como relacionar-se com ele e interagir entre os que ali compartilhavam de um formato integrado e harmônico de vida.

 

 

 

Com o avanço da “civilização”, disputas por território, entre outras formas de lutas pelo poder, populações inteiras que viviam em harmonia entre si e com o meio ambiente foram dizimadas.

Muito perdeu-se destes conhecimentos e uma forma segmentada de enxergar os indivíduos e suas interações com o meio foram estabelecidas, através de dogmas, ditaduras e guerras constantes (e que continuam até hoje), que afastaram o ser humano do seu contato direto com a natureza e consequentemente, da interação orgânica e saudável entre comunidades (e até entre famílias) e destas com a terra e o ecossistema a que pertenciam.

 

Em algum momento da história, que até hoje a ciência não sabe explicar ao certo, o ser humano foi “expulso do paraíso” e, de forma simbólica, religiosa, mitológica ou mesmo científica, a maioria dos seres humanos em todo mundo até hoje tenta explicar ou retomar algum sentido de conexão com um todo maior.

Não por acaso essa experiência interior é buscada pela maioria das pessoas em todo o mundo, mesmo advindas de crenças, culturas e realidades diferentes, no fundo todos buscam a harmonização de um sofrimento profundo, enraizado no consciente e subconsciente de todos.

Essas experiências parecem ser individuais aos olhos de quem as vive, já que são vividas no ambiente doméstico, profissional e social de cada um, o que nos dá a recorrente sensação de estarmos “sozinhos” em nossas lutas diárias por nos desfazermos do sofrimento e chegarmos a algum lugar “merecido” em nossas vidas.

Porém, por mais íntimas que sejam estas experiências enquanto existem no mundo interno de cada um, elas na verdade, por incrível que pareça, estão ligadas a um imenso quebra-cabeças “invisível”, em que todos estamos conectados em nível sistêmico, em última instância, como humanidade, e aonde experimentamos sentimentos, vivências e até pensamentos em comum.

Hoje em dia dentro da própria tecnologia já temos um termo, chamado “infosfera”, para referir este campo “invisível” aonde as informações estão no ar e passam por ali o dia todo de um lado para o outro. Este é o mesmo campo que permite que você pegue o seu celular agora e descubra que existem diversas redes de internet, carregando milhares de informações a todo segundo, exatamente no lugar em que você está parado agora lendo este texto.

A grande questão aqui para nós, falando sobre sofrimento e relações humanas, é perceber que nossos cérebros também funcionam como grandes “roteadores” de informações, servindo como antenas eletromagnéticas que trocam dados inconscientes o tempo todo com outros cérebros.

E este campo invisível de informações humanas damos o nome de “inconsciente coletivo”.

O que você não sabia, talvez assim como a existência deste campo, é que nele podem estar registrados a maioria dos sofrimentos que você vive como sendo experiências suas particulares, mas que na verdade podem ser informações registradas no campo de informações de sua família, ancestrais ou mesmo de outros sistemas aos quais você faz parte em seu dia a dia.

Para saber um pouco mais sobre como isto foi descoberto (pelo menos cientificamente) e de que forma o conhecimento sobre este assunto pode lhe ajudar a resolver inúmeras questões emocionais, psíquicas e de relacionamentos em sua vida definitivamente, vamos contextualizar como isso tudo surgiu.

 Como você já deve saber, por muitas décadas a psicologia vem se debruçando sobre os transtornos psíquicos, tentando interpretar, principalmente através dos conteúdos inconscientes dos indivíduos, as causas para os males que afligem as pessoas, suas relações e contextos de vida e descobrindo possibilidades para tratar e solucionar esses sofrimentos.

Muito se avançou desde que Freud, neurologista Austríaco e pai da psicanálise, começou a estudar cientificamente ao que ele categorizou como estrutura psicológica (o conjunto entre inconsciente, consciente e superconsciente), dando olhos e ouvidos para o sofrimento humano que havia por detrás das doenças psiquiátricas, que até então eram tratadas com medicamentos, choques e outras formas de sofrimentos ainda maiores, que levavam as pessoas aos manicômios e ao total isolamento social, a partir do momento em que eram categorizadas e rotuladas, geralmente de forma irreversível, como “loucas”.

Na década de 30, depois de estudos vastos sobre o inconsciente humano e suas vicissitudes, ou seja, a forma como o inconsciente adaptava-se frente a traumas, sofrimentos ou mesmo às regras sociais (de formas ajustadas ou às vezes nem tanto), Freud tornou-se o pai das primeiras formas para observar, escutar e curar o psiquismo humano antes que este chegasse a um nível insuportável de sofrimento, causando a loucura.

Longe de ser um homem conservador ou paralisado pelas repressões militares, religiosas, sexistas ou sociais de sua época, Freud discorreu imensamente sobre os bloqueios sexuais, infantis e também presentes nas relações familiares e conjugais, com clareza e sensibilidade ímpares, tendo sido, além de um cientista magnífico para a sua época, uma exímio pai de família, romântico e amante de artes como a poesia.

Foi assim então que, como profissional lúcido e dedicado que era, declarou: "Os poetas e os filósofos descobriram o inconsciente antes de mim. O que eu descobri foi o método científico que nos permite estudar o inconsciente".

Conforme consta nos vídeos do acervo pessoal do pai da psicanálise que são mostrados no atual museu aonde fora sua última residência em Londres (em que passou seus últimos anos de vida durante o exílio nazista da Áustria), Freud faz um pedido aos que levariam este conhecimento adiante, dizendo que o a obra que ele desenvolvera sobre psiquismo humano e seu funcionamento, era apenas o começo e que gostaria que os que viessem depois dele desenvolvessem muitas outras formas de aprimorar ainda mais tudo o que ele acabara de iniciar.

Muito se avançou depois disso.

E dentro do assunto que interessa para nós, que são as Constelações Familiares, um dos alunos e colegas de Freud, Carl Gustav Jung, criou e discorreu amplamente o conceito de Inconsciente Coletivo (que falamos anteriormente) e que hoje é estudado por algumas áreas da psicologia, sendo uma das bases de fundamentação da parapsicologia.

Jung nos trouxe a descoberta de que o inconsciente na verdade não era individual, mas coletivo, e que estaríamos todos nós, seres humanos, conectados em uma grande malha universal psíquica de símbolos (chamados por ele de arquétipos), através dos quais todos somos capazes de compreender a linguagem uns dos outros e viver experiências parecidas umas com as outras, através de informações que são trocadas nas interações não apenas através da linguagem, mas também de forma subliminar.

Para Jung a interpretação do inconsciente individual já não era mais tão importante quanto tentar desvendar de que maneira este inconsciente coletivo, que ele acabara de descobrir (pelo menos de forma científica) manifestava-se através dos sonhos, símbolos universais, desenhos, interações e através de uma linguagem que parecia manter em conexão casais, pais, mães, filhos, famílias, nações ou mesmo grupos de pessoas que se uniam em torno de ideias ou causas em comum, “compartilhadas” em níveis para além da linguagem e profundamente enraizadas no íntimo de cada ser.

Dentro do estudo do Inconsciente Coletivo, Jung, influenciado por filosofia oriental e ocidental, alquimia, astrologia e sociologia, bem como literatura e artes, dedicou-se, entre muitas outras metodologias, a explicar o funcionamento do Inconsciente Coletivo a partir do estudo do Tarot, a ferramenta mais próxima na época do que ele acabara de descobrir, que utilizava símbolos (ou arquétipos) que pareciam refletir os conteúdos e as experiências humanas inconscientes através de imagens e que era utilizado, geralmente de forma secreta, por diversos grupos, seitas e comunidades pelo menos desde o século XIV.

A partir de Jung, muito avançou-se neste sentido, inclusive com grandes contribuições para a área que futuramente seria chamada de parapsicologia, e que dedica muitos de seus estudos sobre o acesso a informações extra físicas (ou parapsíquicas) nas pessoas e grupos.

Anos mais tarde, surge uma outra área expressiva da psicologia, fundamental quando queremos compreender as Constelações Familiares, chamada Psicologia Sistêmica Familiar, que teve como base a famosa psicanálise de Freud, mas também Teoria Geral dos Sistemas (da administração), Física Quântica, Cibertnética da Comunicação Humana, o estudo dos ecossistemas da Biologia e outras áreas que se interligam ao estudo do Inconsciente Coletivo Familiar.

 Assim como Freud fazia no início do século 20, ao tentar desvendar transtornos psicológicos a partir da observação e interpretação dos conteúdos psíquicos dos indivíduos, por volta de 1950 surge a terapia familiar, que descobre a necessidade de buscar outras áreas de conhecimento que complementassem a psicanálise afim de compreender certos transtornos psíquicos que eram impossíveis de serem tratados e curados sem um olhar e observação dos contextos em que o indivíduo que sofre estava inserido.

 

E assim surgiu este novo paradigma dentro da psicologia, trazendo a importância dos contextos familiares e sistêmicos em toda a sua complexidade para tornar possível uma nova abordagem, que desenvolveu-se e estrutura-se até hoje em uma metodologia que baseia-se não na interpretação, mas na circularidade da comunicação, que, quando possível nas relações, traz alívio, novas possibilidades de co-construção nas relações e sistemas sejam eles familiares ou profissionais e, consequentemente, novos horizontes para aquele que sofre psiquicamente, e que geralmente é aquele que “acusa” o sofrimento de um sistema inteiro através do seu próprio sofrimento (e a que damos o nome de “paciente identificado”).

            Esta nova compreensão trouxe à luz todos “emaranhamentos” gerado no inconsciente coletivo familiar, geralmente causados pela discrepância ou incoerência gritante entre o que as imagens inconscientes (ou sensações e sofrimento psíquico) do paciente identificado, lhe confirmam sobre o funcionamento da família e que lhe são impossíveis comunicar (seja por repressão ou mesmo manutenção do segredo) versus o que a família fala (ou não fala), mas que carrega em seu campo invisível de informações e consequentes  dificuldades de linguagem (cibernética da comunicação), comumente causados por segredos pesados ou emaranhamentos diversos, como acordos inconscientes entre determinados membros da família para proteger alguém de algo ou de algum sofrimento inevitável perante fatos difíceis que ocorrem ou ocorrerão  na própria família (abuso sexual, alcoolismo, violência doméstica, adoção, traição, assassinatos, mortes precoces etc.).

O problema é que, na tentativa de “abafar” o sofrimento, muitas vezes estes tornam-se ainda maiores ou transformam-se em verdadeiras bolas de neve, com reações em cadeia que podem atingir pessoas que sequer tinham a ver com o problema original.

Entre tantos gênios que contribuíram para o inicio dos estudos e experimentos em psicoterapia sistêmica, como Gregory Bateson, Jay Haley, Paul Watzlawick e Don. D. Jackson estava a simpática Virginia Satir, que teve papel fundamental dentro do que Bert Hellinger mais tarde sistematizou como “Constelações Familiares”.

Virginia Satir, a partir de sua profunda e consistente bagagem profissional com famílias desde os primórdios da psicoterapia sistêmica, criou as “Famílias Estruturadas”, um trabalho em que utilizava figuras (ou maquetes) e trabalhos em grupos (idênticos aos utilizados até hoje nas Constelações) para observar os vínculos entre os membros das famílias, seus emaranhamentos e dificuldades de linguagem que impediam que o amor e o vínculo fluíssem entre os seus integrantes. E a partir desta técnica passou a interessar-se pelo “espírito” da família (este inconsciente coletivo familiar que falamos anteriormente), dedicando-se a partir deste momento à poesia e ao contato com o espírito familiar e dos pacientes, à medida que sua observação e forma de intervenção tornava-se cada vez mais sutil, relacional e menos analítica. Faleceu em 1988.

Enquanto isso, no final da década de 70, Bert Hellinger, teólogo alemão, a partir do estudo de áreas terapêuticas como Terapia Primal, Análise Transacional, Gestalt, Hipnoterapia de Milton Erickson, de sua experiência com tribos de Zulus, na África, que realizavam rituais de veneração à ancestralidade e principalmente através do treinamento que recebeu em terapia de família com Ruth McClendon e Leslie Kadi, aonde percebeu as famílias estruturadas e todas as dinâmicas do sistema família, sistematizou este conhecimento juntamente com Herta, sua primeira esposa e passou a trabalhar e divulgar esta forma de trabalho.

Tomando contato com os campos das famílias (o inconsciente coletivo ou espírito familiar) Bert Hellinger viu-se conectado às grandes teorias e estudos de nossa era sobre este campo invisível de informações que passou a ser seu objeto de estudo e de trabalho com as famílias, também amplamente estudado por Ruppert Sheldrake dentro da biologia, Amit Goswami na física e outros tantos cientistas que hoje desenvolvem este conceito com aplicações em diversas áreas de conhecimento.

Nas Constelações Familiares, Bert Hellinger identificou que este campo de informações famíliar é saudável quando todos os membros observam pelo menos três leis básicas para um bom funcionamento saudável da família e seus integrantes (também existentes na biologia e que orientam o movimento perfeito da interação entre seres da mesma espécie). São estas leis

  1. PERTENCIMENTO: todo membro da família, vivo ou não, e independentemente de sua conduta, opiniões ou atitudes tem o direito de pertencer à família e a sua existência de cada um, que esteja incluído ou excluído do sistema familiar, traz dinâmicas e consequências para os outros integrantes do sistema.

  2. ORDEM: o sistema possui uma ordem natural de organização, onde cada um possui e deve desempenhar o seu papel (de pai, mãe, filho, esposa, marido etc.), assim como respeitar o lugar e a ordem (mais velhos e mais novos) de cada membro do sistema, para que este funcione e flua em harmonia, com cada um desempenhando o que cabe ao seu lugar naquele sistema.

  3. EQUILIBRIO: toda relação deve contemplar um equilíbrio entre o dar e receber (afeto, lealdade, companheirismo, dinheiro e tudo o que envolve a energia trocada entre as partes).

 

Isso tudo em harmonia traz um funcionamento saudável para o sistema como um todo em seus indivíduos

As pessoas sentem e apresentam saúde, prosperidade, relacionamento saudáveis e movimentos livres e criativos em direção ao seu próprio futuro e sucesso na vida.

Do contrário, algumas dificuldades psíquicas e emocionais que as pessoas trazem ao consultório (como depressão, ansiedade, dificuldades financeiras, dificuldades de relacionamento etc.) podem sim estar relacionadas com o funcionamento da família como um todo, e não apenas com o funcionamento psíquico do próprio indivíduo.

Isso porque, além das dificuldades do inconsciente coletivo (comuns a todos os indivíduos da família) e da linguagem/comunicação no sistema familiar, existe algo que, conforme comprovado cientificamente pela Escola de Medicina da Universidade de Emory nos EUA, através de experimentos genéticos com camundongos, alguns comportamentos e memórias são herdados através do DNA, e não necessariamente apenas aprendidos ao longo da vida.

            Estas informações ficam presentes não apenas no DNA dos integrantes da família, mas também no campo inconsciente familiar.

As Constelações Familiares nos permitem olhar de forma clara para estas informações, aonde através de maquetes ou trabalho em grupos, onde é necessária a presença de apenas um membro da família em questão, é possível observar estas interações (que sejam disfuncionais e causem sofrimento familiar ou individual) e, munidos de técnicas específicas para trazer este inconsciente à tona, clarear e desbloquear estas mensagens subliminares intrincadas, possibilitando abandonar os padrões de repetição relacional que geram sofrimento individual e coletivo nas famílias.

Isso tudo é possível através da observação de algo que o biólogo Rupert Shaldrake chamou de “Campos Mórficos”, ou seja, memórias genéticas que nos permitem informar, através de maquetes ou exercícios em grupos,  em qual geração ou relação da família se localiza o primeiro registro que causou  sofrimento em determinada situação, que podem ser relacionamentos, uma data específica, doença grave, perda de alguém importante, situações de falência financeira, fracasso profissional ou mesmo situações sociais como guerras e outros os quais as consequências continuam passando de geração para geração, afligindo emocionalmente os descendentes, mesmo sem que eles mesmos saibam do que se aconteceu no passado.

Outras situações que observamos frequentemente serem raízes de emaranhamentos familiares sistêmicos são: dificuldades de relacionamento, problemas que se repetem ao longo de gerações, dificuldades para estabelecer família ou engravidar, ansiedade, desânimo, depressão, doenças psicossomáticas diversas , problemas psicológicos e psiquiátricos, abuso de álcool/drogas/medicamentos, conflitos recorrentes com os pais, filhos, irmãos ou parceiros, dificuldade para lidar com dinheiro, problemas profissionais em algum outro membro familiar (paciente identificado) podem relacionar-se a algum fato que tenha importante na história da família e causado sofrimento aos seus integrantes em até quatro gerações anteriores, envolvendo situações como:

  • Abortos ou filhos natimortos (que nasceram mortos)

  • Adoções complicadas, em que tenha havido sofrimento importante pré ou pós adoção (dos pais adotivos, da criança ou mesmo dos pais biológicos)

  • Filhos não reconhecidos

  • Familiares “esquecidos” ou excluídos da família 


  • Re-casamentos ou fortes relacionamentos anteriores

  • Suicídios

  • Assassinatos

  • Violência física ou emocional

  • Abuso sexual


  • Doenças mentais


  • Alcoolismo/ Drogadição

  • Quebra de vínculos

 

Tudo isto é realizado a partir de uma terapia breve, com foco no que importa e é essencial, restaurando a força dos sistemas e a abertura de caminhos para aqueles familiares que adoeciam de forma psíquica e às vezes até fisicamente, através da somatização (outro tema das constelações amplamente desenvolvido pelo constelador alemão Stephan Hausner, maior autoridade mundial no tema) ou mesmo direcionando, sem perceber, a própria vida a situações de fracasso e insucesso pessoal, profissional ou nos relacionamentos, por conta de fardos ou mensagens familiares doloridas que até então não eram visíveis e nem passíveis de tratamento.

Este trabalho não apenas complementa, como potencializa os efeitos de outras metodologias e abordagens dentro da psicologia e das áreas complementares de saúde, quando tratamos do ponto de vista psicoterapêutico.

É também amplamente utilizado dentro da pedagogia, abordando metodologias de ensino de forma sistêmica e engajando, além do aluno e professores, também outros âmbitos do sistema educacional assim como o envolvimento da família neste processo.

Além disso a metodologia vem sendo amplamente utilizada no Brasil no meio jurídico, desde que o juiz de Direito do Tribunal de Justiça da Bahia e também Constelador Sistêmico, Sami Storch, alcançou mais de 90% de conciliações na vara familiar em que atua, ao empregar a técnica em seu trabalho, conforme vem sendo divulgado pela mídia e aderida por diversos outros órgãos jurídicos de todo o Brasil.

Esta constatação traz um novo horizonte para uma possibilidade de desafogar o gargalo burocrático que existe no judiciário nacional. Algumas aplicações possíveis das constelações neste meio incluem:

 

  • Divórcios litigiosos

  • Conflitos em questões de inventários

  • Fusões empresariais

  • Sucessão empresarial

  • Processos de adoção

  • Alienação parental

  • Processos entre cônjuges, pais, filhos e irmãos

 

            E, para finalizar, é preciso ressaltar que hoje em dia as Constelações Sistêmicas são também amplamente utilizadas nos ambientes organizacionais e institucionais. Nestes casos com um enfoque diferente do terapêutico, utilizando a inteligência inconsciente dos sistemas para acessar informações importantes em nível sistêmico e que possam levar a soluções.

            Inúmeras empresas e instituições governamentais na Europa já utilizam a técnica de constelações organizacionais para solucionar questões empresariais ou auxiliar em processos importantes que envolvam tomada de decisão.

            Na Holanda, por exemplo, já existe a profissão de Constelador Organizacional, tão importante e requisitada quanto todas as outras profissões. 

            É imensamente empregada em empresas familiares com questões peculiares de equipes que envolvem familiares ou mesmo no diagnóstico sobre qual a melhor decisão a tomar, diagnóstico sobre a força de uma determinada marca ou produto da empresa, problemas com as vendas, logística ou atendimento aos clientes, conflitos entre pessoas ou setores, estruturação de equipes, entre muitas outras aplicações.

            Grandes empresas no Brasil já aderiram à metodologia para assessoria e consultoria em questões específicas e, conforme pesquisas realizadas após os trabalhos, relataram terem obtido como benefícios, principalmente:

 

  • Insights e clareza sobre os cenários micro e macro empresariais

  • Maior foco e espírito de equipe

  • Maior comunicação entre setores e colaboradores

  • Sintonia entre funcionários e lideranças

  • Visualização de objetivos

  • Aumento nas vendas

  • Maior disposição para o trabalho e alcance de objetivos

  • Alinhamento do planejamento estratégico com os reais objetivos da empresa

  • Fortalecimento da marca

  • Identificação dos próprios objetivos pessoais e profissionais e posição na empresa

 

Por fim, diante de mais esta nova possibilidade para lidarmos com os problemas de sempre a partir de uma nova perspectiva, em uma nova era em que o ser humano depara-se com a ampliação de consciência sobre os campos de informação, seja na tecnologia, ciências diversas e na própria visão de mundo e ecossistema, perante os nossos atuais paradigmas sobre a nossa relação com o todo (e em último instância com a natureza, que é o sistema maior em que vivemos), torna-se imprescindível as áreas humanas e da saúde também abraçarem este conhecimento, de que ninguém sofre ou adoece sozinho, mas muitas vezes por consequências de contextos em que mais pessoas estão também envolvidas e conectadas umas com as outras.

Que este seja apenas o inicio de grandes soluções para a vida coletiva, a partir de movimentos simples, mas que trazem grandes e positivas transformações não só na sua vida ara a sua, mas para as próximas gerações.

 

 

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DANIELE TEDESCO

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